Wednesday, October 26, 2005

"Oi minha paixão virtual..."

Esta é a minha homenagem a todos os amantes virtuais. Este texto eu escrevi para um amigo que estava apaixonado por uma moça que ele havia conhecido na internet. O resto da história vocês vão saber lendo o livro blz? Bom é isso aí. Um beijo e um abraço para todos.


Oi minha paixão virtual...

Bom. É assim; Estou parecendo um adolescente de 15 anos quando dá o seu primeiro beijo...

É serio, você tem algo especial, algo que nunca foi explorado com os “olhos” da sabedoria... E sim, talvez, com os “olhos” da malícia... Não que eu seja um sábio, longe de mim... Sou apenas uma criança aprendendo a viver... Pode até não parecer, mas é verdade. No mais, eu fiquei realmente encantado com o seu jeito meigo de ser... Com seus olhos brilhando, lendo cada palavra que eu digitava... Seu sorriso largo... Sorriso sincero... Que me fascinou de verdade...

Tenha certeza de uma coisa; o que senti, foi para mim, uma sensação plena, parecia que você estava do meu lado, senti meu corpo aquecer, você aqueceu a minha alma... Há anos não sentia algo assim... Agora eu me pergunto: como isso pôde acontecer? Será que eu ando tão carente de amor ou de uma paixão? Acho que não. Afinal, eu sou de carne e osso, tenho coração, tenho sentimentos e razões. Às vezes sou mais coração do que razão. Paixão? Talvez não. Amor? Não sei. O que será? Só o tempo dirá – se tempo tivermos.

Pretensioso? Posso até parecer... Mas não! Estou apenas expressando meus sentimentos mais puros e verdadeiros... Como um homem – bestificado. Para mim, foi uma experiência e tanto. Sei que, quando ela receber esta mensagem, provavelmente, se quer, lembrará das tardes, noites e dias em que passamos juntos no nosso “mar” virtual. Oh! Minha sereia.

Estou com o coração apertado... Acho que ficou um pedaço de mim, em você. É isso! É o que aconteceu. Você acredita?...

(By Edilmar Lima)

Wednesday, October 19, 2005

Falando sobre DESARMAMENTO

Desarmamento

De início, posso afirmar que não sou nem a favor, e nem contra a campanha desarmamento, entretanto, posso afirmar que, com violência não se resolve nada. Ou seja, partindo da premissa que arma gera violência, é importante sim, a proibição.

A verdade é uma só: arma não mata ninguém sozinha, ela precisa de alguém para dispará-la, isso todo mundo sabe. Imagino que em uma briga de trânsito, por exemplo, se o sujeito estiver armado, a probabilidade de um desfecho trágico é bem maior. Mas é importante lembrar que, mesmo sem uma arma, se o sujeito já estiver pré-disposto a matar, ele vai matar, independente de uma arma de fogo ou não.

Não sei, mas ainda acho que esta medida, se aprovada for, poderá resultar em um verdadeiro genocídio. Se hoje a violência urbana está este caos, imaginem então com a população desprotegida, jogada à mercê dos bandidos.

Se for por questão de segurança pública, porque não proibir a comercialização de bebida alcoólica que causa mais acidente do que arma de fogo? Talvez o mais adequado fosse, fazer um controle maior sobre a venda de armas e não a proibição. Ou, em último caso, desarmar os bandidos.

Apesar disso tudo, tenho de concordar que arma não é sinônimo de segurança, porém, insegurança mesmo é você ir deitar depois de um longo dia de trabalho, com a sensação de que a qualquer momento um bandido poderá invadir a sua casa e você saber que nada poderá fazer.

Torno a repetir, arma não é sinônimo absoluto de segurança, porém, quando usada com responsabilidade e segurança, pode sim, salvar vidas.

O problema, é que nós temos a velha mania de generalizar. Um doido qualquer reage a um assalto e leva um tiro, aparece a notícia: reagiu a assalto e morreu. Todo mundo sabe que, em assalto ninguém reage, porém, ainda há de existir aqueles que agem como um suicida.

Mas, afinal, para que serve uma arma de fogo? Para matar? Não, necessariamente. Ela é, assim como uma faca, que pode servir para cortar um pão, como também, pode ser usada para tirar vidas. Dessa forma, vai da responsabilidade de cada um que a usar.

Ah! Mas, com mais armas nas ruas, não vai virar um bang-bang? Não, ninguém vai poder sair andando com arma na cintura, para isso, será necessário requerer o porte de arma e, com a regulamentação, todo cidadão poderá comprar sua arma legalizada, mas uma coisa independe da outra, porte de arma é uma coisa e direito de comprar a arma é outra.

Há alguns meses, um fazendeiro, amigo meu, ameaçado de morte, por pouco não perdeu a sua vida. Ele estava no trânsito voltando da fazenda, quando, derrepente, passa ao seu lado um motoqueiro com outro na garupa e dispara contra o seu carro. Esse meu amigo só está vivo, graças à sua arma. Os bandidos, claro que sabiam que ele andava armado, então, dispararam e fugiram. Se não fosse isso, eles teriam parado e o executado a sangue frio.

E, por fim, eu sou a favor do desarmamento apenas dos bandidos, desarmem os bandidos. E deixem que a população tenha o direito de legítima defesa.

Saturday, October 01, 2005

A garagem do José

A garagem do José
Por Edilmar Lima

Na segunda-feira pela manhã, antes mesmo do raiar do sol, José Henrique, um homem quase bem casado – havia pouco tempo, com Heloísa, uma linda e gostosa mulher, – chega em casa após uma árdua e longa noite de trabalho.

Como fazia todos os dias em que estava de plantão, ele chegava sempre as oito, e não seis como neste dia fatídico.

Ao entrar na rua, de longe viu um carro estacionado em frente de sua casa, – mais precisamente atrapalhando a sua entrada na garagem. E, ele é claro, odiava quando isso acontecia. Também, não era para menos, mesmo diante de uma grande placa avisando ser ali, entrada e saída de veículos, ainda assim, alguém ainda arriscava em estacionar justamente lá, onde era proibido.

E assim ele não pôde estacionar, não desta vez. Então, parou seu carro do outro lado da rua, frente à casa do vizinho que ele tanto odiava. Na verdade, eles nunca se deram bem. Tendo inclusive, por algumas vezes, sérias discussões calorosas, a ponto de quase se agredirem fisicamente.

O José, um homem trabalhador, dava plantão em uma delegacia e, por ser ele um isento e bom policial, ficara encarregado de assumir o lugar do delegado que estava para se aposentar por aqueles dias. Bom, ele estava realizado profissionalmente, no entanto, não sei por que motivo, ao que parecia, a sua vida sentimental era um fracasso só.

Heloísa, mais precisamente, Isa, como ele a tratava, vinte e poucos anos, ainda no auge de sua exuberância. José, já ultrapassava os cinqüenta anos, estava na metade de sua carreira, como ele sempre dizia aos amigos.

A sua relação com Isa tinha tudo para ser a melhor das relações. Mas não era, não para ele. Tamanho era o ciúme que ele sentia de sua bela e jovem Isa. E isso o matava por dentro. E quem pagava o pato, era o pobre do seu vizinho que, até então, nada tinha haver com os seus problemas.

Então, José desceu do carro e entrou sutilmente em sua casa. Queria fazer uma adorável surpresa à sua mulher, afinal ele havia chegado mais cedo, e ela sempre reclamava que ele já não lhe dava mais atenção. Bom, na verdade, a surpresa foi para o José. Ao abrir a porta do quarto, viu um elemento sem camisa, deitado ao lado de sua Isa.

Nesta hora, José não pensou duas vezes, sacou o seu velho e bom revólver, e os acordou à bala. Disparou duas vezes contra um monte de roupas sujas que estavam em um cesto próximo à parede. Foi o suficiente para fazer o rapaz acordar e ficar branco como giz. Isa demorou um pouco mais para entender o que acontecia, ela já conhecia os “modos operandis” do velho José.

– O que é isso meu bem? – gritou Isa pulando da cama.
– O que é isso? – redargüiu José apontando a arma para o rapaz.
– Calma José! Não é nada disso que você está pensando meu bem! – gritou Isa bastante apavorada.
– Então quem é ele? Conte-me logo para que eu possa pelo menos saber o nome do defunto antes dele virar presunto – falava José numa braveza só.
– Fique calmo moço, sou irmão dela – disse o rapaz.
– Irmão? Como assim irmão? Eu não sabia que ela tinha outros irmãos além dos que eu já conheço.
– Pois é, ele é meu irmão, José! Tentei falar com você mais cedo na delegacia, assim que ele chegou aqui, mas só, que você estava na rua, como sempre, em diligência...
– E o que ele fazia aqui deitado na nossa cama?
– Nós ficamos conversando até tarde e acabamos adormecendo, tínhamos muita coisa para conversar – disse o rapaz.
– Esse carro aí fora é seu?
– Sim, é meu o carro.
– Então trate de tirá-lo da frente da minha garagem!

Estranho, mas o José parecia preocupar-se mais com a garagem do que com a sua mulher.

Mais tarde, depois de conferir a documentação do rapaz, José concluiu, para o seu alívio, que realmente tratava-se de um irmão de Isa. E assim ele pediu-lhes desculpas pela trapalhada e logo depois eles foram todos juntos tomar o café matinal.

No final da tarde daquele mesmo dia, o rapaz se foi. No dia seguinte, José não trabalhou, ele cumpria escala de doze por trinta e seis horas. No segundo dia, José precisou ir a uma cidade próxima e, só retornaria no final do outro dia. Mas, novamente o destino pregaria uma peça na vida do José.

A viagem acabou por ser adiada e, José é claro, louco para ver sua Isa, novamente retornou mais cedo para casa. Desta vez, a sua garagem estava totalmente livre, como ele gostava, no entanto, para seu desespero, ao entrar na sua casa se deparou com uma cena muito forte: o seu vizinho, transava com a sua amada Isa, bem ali, no sofá.

Desta vez, José nada falou, sacou novamente seu revólver e disparou contra o seu vizinho, vindo a ceifar-lhe a vida. Então, José foi preso logo em seguida, e assim ele ficou sem a sua Isa, sem a sua garagem. O que ele não sabia, é que o seu amigo delegado, também era freqüentador assíduo de sua casa. É, arma não mão de um corno é um perigo, assim disse o delegado enquanto beijava a Isa, do José.