Wednesday, August 24, 2005

Detetive: profissão de risco e de emoção

Investigações

Detetive: profissão de risco e de emoção
São José do Rio Preto, 21 de agosto de 2005
Por Renata Fernandes

01:40 - Coragem, determinação, inteligência, dinamismo, técnica, eficiência e sigilo. Essas são apenas algumas das características necessárias para um bom detetive. Profissão que existe há séculos, mas que ainda desperta interesse e curiosidade. Em Rio Preto e região existem pelo menos 132 detetives particulares cadastrados na Central Única Federal dos Detetives do Brasil (CUFDB). Uma das poucas mulheres registradas no órgão é J.C., de Rio Preto. Nos 2,8 mil detetives da Central, a relação é de nove homens para cada mulher. Segundo um dos responsáveis pela entidade, Edilmar Lima, a estimativa é que existam aproximadamente 8 mil detetives particulares em todo o país. “Nem todos se credenciam, por isso não temos dados oficiais. Tentamos uma regulamentação por lei de um cadastro nacional de detetives”, diz.

Um detetive particular deve ter como objetivo principal a busca constante da verdade e compromisso com a ética e a moral. Ser detetive é trabalhar com a inteligência, desvendar mistérios e provar a verdade. A rotina inclui riscos, como ser descoberto pelo investigado ou receber ameaça de morte. Segundo a detetive J.C., os trabalhos mais perigosos são os que envolvem drogas. Muitos pais têm contratado profissionais para investigar os filhos em relação a entorpecentes. “Já tive de seguir muitos adolescentes, e nem sempre eles estão envolvidos diretamente com drogas, mas com prostitutas ou pessoas que os levam a elas”, diz. Segundo Lima, na maioria das vezes quando se trata de filhos não há flagrante porque os próprios pais não querem que o fato se torne público. “Por mais provas que a gente apresente, alguns pais não querem acreditar.”

A detetive rio-pretense afirma que independentemente do caso, o profissional não pode sentir medo. “Eu mesma não sinto. Para isso, temos técnicas, mas não posso revelá-las porque senão passo a correr o risco.” Durante os dez anos de carreira, ela sofreu de fato apenas uma ameaça de morte. “Muitas vezes o próprio cliente se reconcilia com o investigado - quando se trata de investigação conjugal - e confessa que me contratou.” Esse foi o caso da ameaça que ela sofreu. Um cliente a contratou para vigiar a mulher dele. A traição foi constatada e depois de um tempo o casal se reconciliou. A mulher ficou nervosa e quis descontar sua raiva na detetive. “Foi a mais grave que me lembro, ela quis furar meus olhos. No mais recebo muitas ligações em que a pessoa diz que vai me matar, mas não passa disso.”

Lima ressalta que se o detetive não souber escolher o cliente ou o caso em que vai atuar - o que é permitido, pois eles não têm obrigação alguma de aceitar casos em que possam arriscar as próprias vidas - pode se envolver inadvertidamente em alguma trama da qual não consiga sair. “É regra, quanto maior forem os negócios e casos, maiores serão os problemas. Na profissão de detetive também é assim. Às vezes, um simples caso de traição pode trazer sérios riscos de vida ao detetive. Porém, o risco é inerente à profissão.”

O detetive conta que já passou por várias situações ao longo de sua carreira, mas considera uma delas cômica. “Um cliente havia me contratado numa sexta-feira pela manhã, e no sábado, ao meio dia, bebeu demais e contou para a mulher que havia me contratado. Ele não me contou o incidente. A mulher, que já sabia da investigação, armou com o amante. Os dois seguiram com o carro para um local muito estranho, mas como a intuição é uma grande arma de um bom detetive, logo saquei que tinha algo de errado e abortei a missão.”

Tecnologia
É importante todo detetive ter noções básicas de fotografia e filmagem, conhecimento básico em eletrônica e em freqüências de ondas VHF e UHF. Além disso, é preciso saber mexer com telefonia para a realização de varreduras telefônicas. Os detetives não têm autorização para fazer grampos telefônicos pois é necessário autorização judicial. O que é permitido é a gravação telefônica realizada dentro da casa do próprio cliente e ainda assim com um contrato de autorização. Estas gravações servem para comprovar ameaças, extorsões, entre outras. Independentemente do tipo de investigação a ser feita, o profissional que não tiver tecnologia de ponta está fora do mercado. Câmera de vídeo, máquina fotográfica, binóculo, gravador e escuta são alguns dos itens da parafernália usada. O valor de um serviço investigativo é definido de acordo com cada caso, mas em média varia de R$ 200 a R$ 4 mil.

Investigação pode levar ao inesperado
Algumas das piores situações na profissão de um detetive é ter de ficar de campana por horas sem poder sair do local nem para ir ao banheiro, por receio de perder o investigado de vista. Ter de se disfarçar, principalmente de mendigo, também não é agradável, segundo os detetives. Eles dizem que o mais perigoso de uma investigação é ser contratado para determinado assunto e descobrir outro que não tinha nada a ver com o foco inicial. Uma situação comum a isso são mulheres descobrirem que seus maridos as traíam com homossexuais.

Além disso, as perseguições também são consideradas perigosas, já que são essenciais para as descobertas. “Seguir é um ponto crucial e ao mesmo tempo divertido de uma investigação. É uma recompensa de horas e horas de espera. Contudo, um semáforo fechado pode estragar o acompanhamento, por isso o detetive deve ter técnicas de perseguição, senão perde um dia de investigação em poucos segundos”, diz o detetive Edilmar Lima, que também é o autor do livro “Crônicas de um Detetive”.

Limites
Os profissionais esclarecem que não são policiais e por isso não interferem nas investigações da polícia, assim como a polícia também não tem qualquer respaldo legal para interferir ou atrapalhar as investigações de um detetive, segundo Lima. “A relação entre polícia e detetives costuma ser transparente. É uma regra bastante simples: o limite de cada profissional termina onde começa o do outro.” Casos de jovens envolvidos com drogas também têm sido bastante solicitados por pais preocupados. Além disso, detetives também fazem levantamento de dados, localização de veículos e pessoas, investigações de crimes contra o patrimônio e a vida. Atuam ainda contra espionagem industrial, monitoramento e levantamento da vida de funcionários, controle de informações e assessoria, investigações contra fraudes, falsificação de marcas e patentes, rastreamento e varredura em linhas telefônicas. Como qualquer bom profissional, o detetive tem artimanhas, métodos e meios próprios para desvendar casos. No entanto, não revelam esses truques por questões de segurança.

Homem já contrata mais que mulher
O perfil de quem contrata detetives particulares mudou. Nos últimos cinco anos, os homens são os que mais contratam esses profissionais. É o que afirma a Central Única Federal dos Detetives do Brasil (CUFDB). De acordo com um estudo da entidade, de 1.999 até 2.004, o sexo masculino procurou 12% mais os serviços de investigação. “Isso vale para Rio Preto”, afirma a detetive J.C.. Outro profissional, N.P., que atua na área há mais de 20 anos, se especializou em investigações de furtos. No entanto, diz que já fez muita investigação conjugal e por isso, coleciona algumas histórias pitorescas.Uma delas foi a de um homem de 80 anos de idade que o contratou para seguir a mulher que tinha 78 anos. “Quando o senhor me falou sobre sua desconfiança cheguei a pensar que fosse imaginação dele. Demorou, mas descobrimos que de fato a mulher o traía com um rapaz.” O casal de idosos se separou. Foram histórias como essa que fizeram com que N.P. perdesse a vontade de investigar adultérios. “É muito constrangedor ter de ver uma família se separar.”

Fonte: Diário da Região

Filão é a traição conjugal

O mercado dos “Sherlocks Holmes” modernos também conta com a investigação política e comercial

Diferente do estereótipo imortalizado por Sherlock Holmes, que desvendava crimes quase indecifráveis, apenas com o auxílio de sua lupa, a profissão de detetive vive novos tempos no século 21. E no Brasil, País marcado pela malandragem e profusão de escândalos políticos, o número de profissionais na área vêm aumentando, apesar de existirem poucos cursos de qualidade em território nacional. Contudo, as investigações conjugais ainda são a base do mercado tupiniquim.

O crescimento da profissão no Pará segue o rumo da média nacional, porém, a “meca” da investigação é centralizada em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, onde são oferecidos os melhores cursos do País. De acordo com o detetive Edilmar Lima, um dos diretores da agência de investigações Central Única Federal dos Detetives do Brasil (CUFDB), os cursos de detetive são classificados como profissionalizantes pela Lei nº 1.165, assinada pelo governo federal em 1969.

Nos cursos, os alunos aprendem noções de direito, medicina legal, legislação, logística, investigação e datiloscopia. Os paraenses habilitados a exercer a profissão se capacitaram no eixo Brasília-São Paulo-Rio ou fizeram cursos por correspondência, com o da agência norte-americana Pinkerton. Para deslanchar na profissão, Lima acredita que o futuro detetive “deve ter a investigação no sangue”, além de um aparato tecnológico oneroso para quem não possui capital de giro.

Na vida real, diferente das histórias do inglês Conan Doyle, cirador de Holmes, o uso de microcâmeras, gravadoras e máquinas fotográficas digitais com alcance poderoso são elementares para o bom andamento das investigações. No mercado, os equipamentos utilizados para flagrantes são os mais caros. Um kit com microcâmera e gravador de áudio sem fio custa, em média, R$ 1.200. Uma pasta executiva que inclui o kit anterior embutido, não sai por menos de R$ 1.500. Relógios e quadros com câmeras escondidas, estão em torno de R$ 1 mil.

Mas, diante de tantos desafios, sobretudo financeiros, vale à pena apostar na profissão? Para o detetive paraense J. Bonfim, “a profissão é que escolhe a pessoa”. Ele acredita, assim como Lima, que só pode ser um bom detetive quem nasceu para isso. “É uma profissão exaustiva. Em alguns casos, ficamos de campana por mais de cinco horas, sem poder se movimentar, sem tomar nem água, pegando chuva”, relata J. Bonfim.

Apesar disso, o número de detetives atuando em Belém é considerável. Se um interessado em serviços de investigação fizer uma busca no site da lista telefônica (www.listel.com.br) e usar a palavra chave “detetives”, vai encontrar uma lista com 22 telefones e endereços de detetives e agências particulares - uma delas a de J. Bonfim, a Agência JB, que reúne oito funcionários. A fiscalização do trabalho dos detetives, comenta Lima, é tarefa conferida às promotorias de justiça.

Os profissionais da capital paraense não possuem uma entidade de classe. Segundo Lima, no semestre passado, foi instaurado um inquérito na Polícia Federal para a investigação de um grupo que se dizia representante dos detetives no Pará e usava o mesmo nome da CUFDB. Lima explica que, apesar de o exercício da profissão ser autônomo, o detetive particular, quando estiver ligado a uma empresa, deve ter registro profissional, como determina o Ministério Público do Trabalho.

Mercado - Diferente da realidade de cidades como Brasília, onde a solução de alguns casos, em maioria políticos, pode custar até R$ 30 mil ao interessado, o mercado de Belém ainda não deslanchou. Os serviços mais procurados na Região Metropolitana, diz J. Bonfim, que trabalha há 18 anos na cidade, são os de localização de pessoas, adultério e investigação de empresas. Um detetive que soluciona três casos por mês na capital paraense pode lucrar, em média, R$ 3 mil.

Em época de eleições, a moda em Brasília é a investigação de políticos acionada por candidatos opositores. “Se descobrirem alguma coisa da vida particular, eles podem, na hora certa, jogar a lama na candidatura”, comenta Lima. E isso movimenta mais ainda o mercado. Os políticos que acreditam estar sob as lentes de detetives, contratam agências para realizar o que Lima chama de “contra-espionagem”.

Em Belém, J. Bonfim afirma que é difícil estimar valores mensais, por conta da sazonalidade dos clientes. “Tem mês que ganhamos, mas no outro não”. O número de casos mensais na Agência J. B. varia entre 3 e 4. “Dependendo do tipo de investigação, cobramos diária de R$ 120 a R$ 200. Daí você pode estimar os dividendos”, informa o detetive sobre a arrecadação da agência.



Fonte: Jornal O Liberal
http://www.orm.com.br/oliberal

Tuesday, August 16, 2005

Como escrever um livro?


Todo dia quando abro minha caixa de e-mails me deparo com perguntas como esta: Como escrever um livro.

Bom, escrever um livro não é fácil nem tampouco complicado assim como muitos pensam. Em verdade é uma árdua tarefa, isso sim. Claro que como todo trabalho tem seus méritos. Escrever é gostoso, sobretudo prazeroso, talvez por poder estar dividindo com milhares de pessoas uma idéia, por exemplo. Este é um dos meus maiores prazeres como escritor. Mas, escrever profissionalmente falando, é muito complicado. É um mercado muito acirrado. E isso se dá porque anualmente surgem milhares de novos autores por esse nosso imenso Brasil. Daí imaginem o trabalhão para os editores das editoras para garimpar alguma coisa que preste, alguma coisa rentável.
É isso, para escrever basta apenas começar a escrevinhar. Agora para virar um escritor é uma outra história. Eu por exemplo estou terminando o meu terceiro livro e ainda assim me considero um neném nesta grande colheita. Ainda tenho muito que caminhar para chegar lá. Mas vamos firme! O negocio é começar.


Ah! e não deixem de comprar o "Crônicas de um Detetive" procure aí nas livrarias Siciliano.

Friday, August 05, 2005

Opa! Demorei, mas postei.

Meus queridos amigos, aproveito esta postagem para agradecer-vos pelas lindas mensagens. Vejo que a minha entrevista lá no talk show SACA-ROLHA. Da rede 21 foi maravilhosamente bem. Graças a Deus. Bom, os créditos são de toda essa galera, Marcelo Tas, Lobão e Mariana Weickert, e claro, não poderia deixar de dizer, Thais Braga, que a meu ver, são o que há de melhor nessa televisão interativa e moderna, diga-se de passagem, com a nossa cara – jovem.

Para relembrar: Edilmar Lima participou de grandes reportagens em nível nacional como o Globo Repórter, Globo News, Jornal Nacional por duas vezes, Bom dia Brasil, por duas vezes, Fantástico, Jornal da Band por duas vezes, Jornal da Rede TV, e o programa de auditório Boa Noite Brasil da TV Bandeirantes, por duas vezes. Programa Sem Censura na TVE, Saca-Rolha Rede 21, Além disso, foi tema de matérias na imprensa escrita e radiodifusão. Entre estas podemos citar a Revista Istoé, Revista Veja por duas vezes, Revista Viva Mais, Correio Braziliense por três vezes, Jornal de Brasília por quatro vezes, Rádio Metrópole FM, Rádio Cultura FM, Rádio BAND FM, Rádio Atividade FM e Rádio OK FM de Brasília por três vezes, Rádio Globo RJ, por duas vezes, entre várias outras entrevistas concedidas a meios de comunicação de diversas cidades de todo o Brasil. O primeiro Detetive a entrar para o Livro dos Recordes Brasileiro, como o Detetive com maior participação na mídia.

No mais, tudo certinho. Ah! Isso tudo como eu disse, é fruto de muitos anos de luta. Obrigado a todos vocês que contribuíram para tal feito. Obrigado a vocês da imprensa, que depositaram seu voto de confiança neste simples mortal aqui. Obrigado a minha família por não acreditarem que eu seria capaz de chegar lá. Obrigado!

Tuesday, August 02, 2005

Hoje no Programa Saca-Rolha da Rede 21.

Oi meus queridos amigos. Não percam hoje às 22h30 no talk show SACA-ROLHA da Rede 21 a minha entrevista com essa galera muito descontraída: Marcelo Tas, Lobão e Mariana Weickert. Um programa de Jovens para Jovens!