Friday, July 22, 2005

Casos amorosos e adultério correspondem a 40% dos grampos

23:53 13/07

Agência de detetives são bastante procuradas para bisbilhotar a vida de familiares e amantes; Justiça, entretanto, não reconhece gravações ilegais como prova de adultério

SÃO PAULO - O que leva uma pessoa a grampear um telefone? Espionagem industrial, intrigas políticas e concorrência comercial vêm logo à cabeça. Mas nem só disso vive o grampo.

A tecnologia avançou a tal ponto que permite o uso do grampo por qualquer pessoa. Daí muito da renda das agências de detetives vir de casos envolvendo a vida particular dos indivíduos.

Segundo o presidente da Central Única Federal dos Detetives do Brasil, Edilmar Lima, 40% dos casos investigados pela categoria correspondem a casos sexuais, amorosos e conjugais.

São pais grampeando filhos, maridos grampeando esposas e vice-versa. A preocupação dos pais varia em torno de drogas e amizade. Os amantes estão sempre sedentos por informações que mostrem eventuais traições do parceiro.

Não é à toa que diversas agências anunciam em letras garrafais que atendem ao "público GLS". Na corrida para ver quem bisbilhota mais a vida alheia, a segmentação tem um apelo comercial bastante forte.

Mas para quem pretende utilizar um grampo como prova de infidelidade conjugal, uma notícia desanimadora: o Superior Tribunal de Justiça negou, nesta semana, autorização a um empresário de paulistano para usar gravações de conversas telefônicas da mulher para este fim.

Fonte: Último Segundo

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